Entre o ocaso e a luz: o simbolismo em Pernambuco através da poética de Agripino da Silva

Fabio Cavalcante Andrade

Resumo


O Simbolismo foi uma estética fundamental para o desenvolvimento da literatura moderna. Entretanto, desde a França do final do século XIX, onde se originou o movimento simbolista, até os seus desdobramentos em vários países ocidentais; sofreu ataques de uma crítica orientada por valores envelhecidos diante de suas propostas inovadoras. Atualmente, tem-se uma visão mais clara da importância do movimento, inclusive no Brasil onde se desenvolveu todo um esforço de reinterpretação das obras simbolistas, e mais recentemente a pesquisa e o estudo de seus desdobramentos regionais. O objetivo deste artigo é apresentar a poesia simbolista de Agripino da Silva, poeta pernambucano e integrante do corpo editorial da revista Heliópolis, periódico responsável por difundir a estética simbolista em Pernambuco. A poesia de Agripino da Silva, além de dialogar profundamente com o Simbolismo, constitui-se como dicção particular entre os companheiros de geração, enfatizando o caráter sensível de uma poética voltada para a linguagem das coisas, da cor e da luz, em composições originais que implodem o caráter convencional da poesia lírica.

Palavras-chave


Simbolismo Brasileiro; Simbolismo em Pernambuco; Agripino da Silva

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DOI: https://doi.org/10.35520/diadorim.2020.v22n1a32013

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