“Lá no Água Grande”:

uma análise da representação do trabalho feminino, da comunidade e da natureza na poesia de Alda Espírito Santo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/mulemba.2025.v17n33e67411

Resumo

RESUMO:

Este estudo explora o poema "Lá no Água Grande" de Alda Espírito Santo, analisando como a obra retrata a experiência da mulher negra em São Tomé e Príncipe no contexto pós-colonial. A análise é estruturada em três eixos principais: a natureza como elemento ativo, o trabalho como ritual coletivo e a comunidade entre o riso e o silêncio. Através de teorias pós-coloniais, feministas e ecocríticas, o estudo examina as nuances de resistência e contradição na obra, enfatizando a importância da memória coletiva e a desconstrução de narrativas eurocêntricas. A poesia de Espírito Santo é interpretada como um ato político de ressignificação identitária e resistência cultural. O estudo destaca a intrincada relação entre trabalho, gênero, raça e natureza no cenário pós-colonial, e demonstra como o poema transforma o cotidiano das mulheres em um testemunho literário de resistência e pertencimento, contribuindo para os estudos literários e para a visibilidade da autoria feminina no contexto das literaturas africanas.

 

PALAVRAS CHAVE: Literatura africana, Resistência, Natureza, Identidade, Pertencimento.

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Biografia do Autor

Wellington Barbosa de Sousa, Universidade Federal de Campina Grande

Apaixonado por linguagem, ensino e tecnologia! Mestre em Linguagem e Ensino pela UFCG e graduado em Letras - Português pela UEPB com foco em Ciências Humanas. Atuo como revisor de textos acadêmicos, garantindo a qualidade da escrita e adequação às normas ABNT. Atualmente, me especializo em Ensino Superior e Tecnologias Ativas, visando contribuir para a inovação na educação

Matheus Aguiar dos Santos, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Matheus Aguiar dos Santos , graduado pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Assis-SP). Professor na rede pública de ensino desde 2022.

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Publicado

2026-05-15

Edição

Seção

Ser mulher no período colonial, entre a vida e a escrita