A escrita colonial e suas ranhuras identitárias:

um olhar sobre a tessitura feminina traçada em “Mãe Genoveva” e “Vavó Xixi e seu neto Zeca Santos”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/mulemba.2025.v17n33e69767

Resumo

A literatura africana aqui se entrecruza com a literatura portuguesa. Nesse intento, o artigo tem como objetivo refletir sobre dois contos, Mãe Genoveva do escritor português Vergílio Ferreira e Vavó Xixi e seu neto Zeca Santos do escritor angolano José Luandino Vieira, vistos a partir da correlação entre um paradigma colonial português e as ranhuras deixadas na subjetividade destas mulheres. Uma, mulher do povo alentejano de pele curtida pelo sol e pelo sofrimento, a outra, mulher angolana que tem na sua existência marcas de clamor, dor e decência. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica, em especial, artigos científicos atinentes à temática da construção identitária das literaturas de língua portuguesa conclui-se que, ao tecer suas identidades, Genoveva e Vavó escrevem um feminino que subverte e transforma as ranhuras deixadas pela perda, dor e desconforto social em movimento, invenção e vida.

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Biografia do Autor

Shayara Lorena Arantes Oliveira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Puc Minas

Pesquisadora e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, cujo eixo temático é: Literaturas de Língua Portuguesa. Linha de Pesquisa: Percursos da literatura: histórias, críticas, teorias.

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Publicado

2026-05-15

Edição

Seção

Ser mulher no período colonial, entre a vida e a escrita