PENSANDO A QUESTÃO DO NEGRO BRASILEIRO NO ENSINO DE ENSINO DE SOCIOLOGIA: BREVES REFLEXÕES SOBRE A CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Andréa Lúcia da Silva de Paiva

Resumo


A questão do negro na sociedade brasileira sempre esteve envolvida em diferentes e complexos aspectos econômicos, políticos e culturais. Interessante perceber como que o termo “negro” sempre foi objeto de reclassificações simbólicas e de resignificações. Essa busca por definições do que é ser “negro” retrata um exercício constante no pensamento social brasileiro, sobretudo na memória coletiva, tornando uma discussão importante para a descoberta da alteridade. É com base nessas questões que esse trabalho tem como objetivo pensar a importância dos estudos afro-brasileiros no ensino de sociologia. Ao partir das experiências docentes, como base o currículo mínimo de sociologia 2012 e a Lei N°. 11.645/2008, buscamos refletir sobre a cultura afro-brasileira enquanto exercício de desnaturalização e estranhamento do aluno no campo educacional.


Palavras-chave


ensino de sociologia, currículo

Texto completo:

PDF

Referências


APPLE, Michael W. Ideologia e Currículo. 3ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

BENJAMIN, Walter. O narrador: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre a literatura e histórico da cultura. Obras escolhidas, vol. 1. São Paulo: Brasiliense, 1986.

BOAS, Franz. A mente do ser humano primitivo. Petrópolis/Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

BOURDIEU, Pierre et PASSERON, Jean- Claude. A Reprodução: elementos pata uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis: Vozes, 1998.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Orientações curriculares para o Ensino Médio. Ciências humanas e suas tecnologias. Conhecimentos de Sociologia. Brasília, 2006. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdf . Acesso em 22/03/ 2010.

CARNEIRO, Edison. Antologia do negro brasileiro. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

CARNEIRO, João Luiz. Religiões afro-brasileiras: uma construção teológica. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Global, 2001.

CASTRO, Mary et RIBEIRO, Ingrid Radel. Juventude, raça/etnia: diferença e desempenho escolar. In. Raça: novas perspectivas antropológicas. Salvador: ABA: EDUFBA, 2008. p. 393-420.

DURKHEIM, Émile. Religião e Conhecimento. In. Durkheim. São Paulo: Ática, 2010. p.147-203.

FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Global, 2007.

GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Democracia Racial. Cadernos Penesb, Niterói, n.4, 2002. p. 33-60

FRANCISCO, Dalmir. Comunicação, Identidade Cultural e Racismo. In: FONSECA, Maria Nazareth Soares (Orgs.). Brasil Afro-Brasileiro. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p.117-172.

HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.

LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.

LÈVI-STRAUSS, Claude. Raça e História. Lisboa: Ed. Presença, 1973.

LODY, Raul. O Povo do Santo: religião, história e cultura dos orixás, voduns, inquices e caboblos. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

MAGGIE, Yvonne. Guerra de Orixás: um estudo de ritual e conflito. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

NOGUEIRA, Oracy. Preconceito de marca: as relações raciais de Itapetininga. São Paulo: EDUSP, 1998.

OLIVEIRA, Luiz Fernandes de; COSTA, Ricardo César Rocha. Sociologia para jovens do século XXI. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2013.

OLIVEIRA, Luis Fernandes de et LINS, Mônica Regina Ferreira. Eu e o outro: o professor como artesão da interculturalidade. In: MIRANDA, Claudia, LINS, Mônica Regina Ferreira e COSTA, Ricardo Cesar Rocha da (Orgs). Relações étnico-raciais na escola: desafios e práticas pedagógicas após a Lei n. 10.639. Rio de Janeiro: Quartet/FAPERJ, 2012.p.333-354.

PLUHAR, Cristiano; BARRETO, José Victor Nogueira. O preconceito estampado. Rio de Janeiro: Associação Cultural do Arquivo Público Municipal, 2011.

POLLAK, M. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992, p. 200-212.

PRANDI, Reginaldo. De africanos a afro-brasileiros: etnia, identidade, religião. Revista USP, n. 46, Junh./Ago. 2000. p. 52-65. Disponível em http://www.usp.br/revistausp/46/04-reginaldo.pdf. Acesso em: 12/05/2013.

RAMOS, Arthur. O folclore negro do Brasil: demopsicologia e psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

RIO, João do. As religiões no Rio. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008.

SARANDY, Flávio Marcos da Silva. Reflexões acerca do sentido da sociologia no Ensino Médio. In: Revista Espaço Acadêmico, ano 1, n.5, out., 2001. Disponível em http://www.espacoacademico.com.br/005/05sofia.htm. Acesso em: 02/03/2013.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na intimidade. In. História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 173-244.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das raças: Cientistas, instituições e questão racial no Brasil. São Paulo. Companhia das letras, 2011.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Usos e Abusos da Mestiçagem e da Raça no Brasil: uma história das teorias raciais em finais do século XIX. Revista Afro-Ásia, n. 18, 1996.




DOI: https://doi.org/10.20500/rce.v10i19.2026

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2015 Revista Contemporânea de Educação



         


RCE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISSN 1809-5747

Licença Creative Commons

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.