Avaliação das aprendizagens escolares: processo de reconstrução dos saberes ou acerto de contas?

Antõnio Luis Julião

Resumo


A perspectiva desse trabalho objectiva discutir a dimensão da avaliação como parte do processo de educação, que visa regular e reconstruir a didáctica do professor. Verifica-se que a avaliação do ensino, vem perdendo a sua originalidade e missão nos últimos tempos. Assim, para dar suporte à análise, inspirada numa abordagem quantitativa, privilegiámos a recolha bibliográfica e ao questionário, que foram aplicados a professores e alunos num Complexo Escolar de Benguela-Angola, que identificaram as principais ideias dos alunos sobre avaliação e verificaram que a maior parte dos professores trabalha dentro de um horizonte tendencialmente construtivista, mesmo sem muitos conhecimentos, sobrea avaliação e contextualização curricular, que conecta o conhecimento à vida dos alunos.


Texto completo:

PDF

Referências


ANGOLA. Lei de Base do Sistema de Educação e Ensino Nº.17/16 de 7 de Outubro, Angola (2016).

ANTUNES, Celso. A avaliação da aprendizagem escolar. 7ª Ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes (2008).

BORDIEU, Pierre. (1992). A reprodução. Rio de Janeiro: Francisco Alves.

BASTOS, Wagner Gonçalves & MELO, Edna Sousa.Avaliação Escolar Como Processo de Construção de Conhecimento. Estudo de Avaliação Educacional. São Paulo, v. 23, nº 52, p. 180-203 (2012).

CARVALHO, José Sérgio. As noções de erro e fracasso no contexto escolar: algumas considerações preliminares. In: AQUINO, Júlio Groppa (Org.). Erro e fracasso na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus (1997).

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37. ed. São Paulo: Paz e Terra (1996).

HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed (2001).

HADJI, Charles.Para escolher e utilizar instrumentos adaptados. In: SOUSA, Eda C. B. (org.) Técnicas e instrumentos de avaliação: leituras complementares. 2.ed. Brasília: Universidade de Brasília, IESB, v. 2, p. 31-47 (1999).

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática (1988).

HOFFMANN, Jussara Maria. Avaliação mediadora uma prática em construção da pré-escola a universidade. Porto Alegre: Mediação (1993).

HOFFMANN, Jussara Maria. Avaliação. Mito e desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre; 35ª ed. Mediação (2005).

HOFFMAN, Jussara Maria. Avaliação: mito & desafio: Uma perspectiva construtivista. 43ªed. Porto Alegre: Mediação (2013).

LIBANEO, José Carlos. Didáctica. São Paulo: Cortez (1991).

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez (2008).

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: apontamentos sobre a pedagogia do exame. In: - Avaliação da aprendizagem escolar. Sp: Cortez. (1996).

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem e educação. Disponível em Acesso em 24 Abr. 2018.

LUCKESI, Cipriano Carlos.Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 6ªEdição, São Paulo, SP: Editora Cortez (1997).

LEITE, Carlinda. & FERNANDES, Preciosa. Desafios aos professores na construção de mudanças educacionais e curriculares: que possibilidades e que constrangimentos? Educação, Vol.33 nº 3 (2010).

MORALES, Pedro. Avaliação escolar: o que é, como se faz. Rio de Janeiro: Loyola (2003).

MORETO, Vasco Pedro.Prova: um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas. 8. ed. Rio de Janeiro: Lamparina (2008).

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. 4ªed. Porto Alegre: Sulina (2011).

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Tradução Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul (1999).

MORTIMER, Eduardo Fleury. Construtivismo, mudança conceitual e ensino de ciências: para onde vamos? Investigações em Ensino de Ciências, v. 1, n. 1, p. 20-39, Mar (1996).

MORAES, Dirce Aparecida. (2008). Avaliação formativa: ressignificando a prova no quotidiano escolar. 146f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

MORGADO, José Carlos. O professor como decisor curricular: de ortodoxo a cosmopolita. Revista Tempos e Espaços em Educação, São Cristóvão, Sergipe, Brasil, v. 9, n. 18, p. 55-64, jan./abr (2016).

MORGADO, José Carlos., Leite, Carlinda & Fernandes, Preciosa. Contextualizar o Currículo para melhorar a aprendizagem dos alunos.Comunicação apresentada no “XI Congresso da SPCE. Instituto de Educação daUniversidade de Minho, Portugal (2012).

SILVA, Janssen, HOFFMANN, Jussara & ESTEBAN, Maria. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação. (2013).

REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação.4ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes (2013).

VILLAS-BOAS, Benigna Maria. Planeamento da avaliação escolar. Pró-posições, v. 9, n. 3, p. 19-27, nov (1998).




DOI: https://doi.org/10.20500/rce.v15i32.24528

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Revista Contemporânea de Educação

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

         


RCE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISSN 1809-5747

Licença Creative Commons

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.