“Tia, eu inventei uma brincadeira nova”: culturas brincantes em coletivo
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Palavras-chave

Culturas brincantes
Contracolonização
Infâncias

Como Citar

Ponte Fonseca, B., Atem Gonçalves de Araújo Costa, Érica, Baima de Sousa, S., & de Sousa, M. (2026). “Tia, eu inventei uma brincadeira nova”: culturas brincantes em coletivo. Revista Contemporânea De Educação, 21. Recuperado de https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/67255

Resumo

Neste artigo discutimos o que é possível quando crianças negras brincam, afirmando-as como sujeitos de cultura e de direitos. Seus movimentos brincantes são analisados como processos de invenção de si e do mundo, e como afrontamentos à necropolítica e ao adultocentrismo, em suas intersecções em uma periferia urbana. Para tal, recorremos à noção da criança como sujeito ativo, ao conceito de devir-criança e a miradas descoloniais. Operamos com a análise institucional para pensar os encontros como cenas analisadoras. Nas experiências em coletivo, inspiradas na ética da cartografia, o brincar livre é contracolonial e insurge como eixo das práticas de pesquisa-Intervenção. Faz-se território, pelas crianças, para produção de contra narrativas à sua docilização e subalternização.

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