Resumo
O artigo analisa a contribuição de duas lideranças expressivas do chamado movimento de construção da escola democrática em Portugal, que teve curso nos anos 1970, culminando em 1974, com a Revolução dos Cravos. Referimo-nos aos Professores Rui Grácio (1921-1991) e Rogério Fernandes (1933-2010). Ao se empenharem na construção de uma memória docente, ambos os educadores apresentaram, em suas publicações, uma seleção de mestres exemplares, visando disseminar as motivações e criações de relevância profissional para os docentes. Na primeira parte, apresentaremos uma rápida biografia das duas lideranças citadas. Em seguida, focalizaremos as contribuições de Irene Lisboa e Rosa Sensat, assim como de Maria Montessori e Anne Sullivan. Ao final, analisamos os valores e lições que esses educadores tencionavam disseminar a partir das luzes que jogaram sobre as trajetórias das mestras por eles consideradas exemplares.
Palavras-chave: profissão docente; história da educação; escola democrática.
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