Objetos acusativos de 3ª pessoa na variedade carioca do português brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.31513/linguistica.2026.v22n1a72232Resumo
Neste artigo, o nosso objetivo é apresentar os resultados de nossa pesquisa sobre o objeto acusativo anafórico de 3ª pessoa na variedade carioca do português brasileiro a partir da análise de entrevistas do PEUL. Tendo em vista as pesquisas de Duarte (1986), Cyrino (1994), Casagrande (2012), Kato, Martins e Nunes (2023) e as nossas pesquisas (Simões, 2015, 2022), partimos da hipótese de que haveria restrições ou impossibilidade de realização do pronome lexical com SNs [-animados; -específicos] indefinidos ou quantificados. Como referencial teórico, aliamos a teoria gerativista (Chomsky, 1981, 1986) à sociolinguística (Labov, 2008; Weinreich; Labov; Herzog, 2009). Confirmamos a nossa hipótese e propomos nossa análise gerativista desenvolvida em Simões (2015) para as construções com pronomes lexicais e objetos nulos na variedade carioca do PB.
Palavras-chave: Português brasileiro. Objeto acusativo anafórico. Variação linguística. Concordância de objeto. coexistência de gramáticas.
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