Do papel à consciência: a escrita de cartas como instrumento de reflexão sobre a diversidade linguística
DOI:
https://doi.org/10.31513/linguistica.2026.v22n1a72243Resumo
A variação linguística é uma característica de todas as línguas naturais. Língua e sociedade estão intimamente relacionadas e exercem influência uma sobre a outra. No ensino da língua portuguesa, esse critério deve ser levado em consideração. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo conscientizar alunos do Ensino Médio sobre a legitimidade da variação linguística no Brasil e as implicações sociais da discriminação baseada na fala. O eixo teórico que norteia esta pesquisa é a Sociolinguística Educacional. A sua fundamentação é embasada nos trabalhos de de Bagno, Stubbs e Gagné (2002), Bagno (2007, 2017), Baronas (2022), Bortoni-Ricardo (2004, 2005), Scherre (2005), Silva (2002), entre outros. A metodologia utilizada é de base qualitativa interpretativista e adota como estratégia a realização de oficinas para estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio de uma escola pública localizada em Ceilândia – DF. A análise dos dados revelou que as discussões, bem como as reflexões realizadas nas oficinas contribuíram para a ampliação do conhecimento dos estudantes sobre a variação linguística, a heterogeneidade linguística e social no Brasil e sobre o preconceito linguístico e sua consequente discriminação, apontando para possíveis mudanças de posturas diante da diversidade linguística brasileira. Além disso, a análise das cartas evidenciou que os discentes foram capazes de adequar sua linguagem ao interlocutor, demonstrando maior consciência sobre a diversidade linguística e respeito às diferenças.
Palavras-chave: Variação linguística. Ensino. Língua portuguesa. Preconceito linguístico. Ensino médio.
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