A TAUTOLOGIA DO REAL, O DUPLO, O TRÁGICO E AS FORMAS DA IMAGINAÇÃO

André Martins

Resumo


O cerne da filosofia de Clément Rosset se encontra em uma tautologia, segundo a qual o que é, é, e o que não é, não é. A é igual a A, e não a B ou a A’. O real é único e, portanto, incontornável. Os objetos são singulares, e por isso mesmo insubstituíveis e finitos. A única forma de se esquivar da necessidade inelutável do real é pelo viés do escape oferecido pela imaginação, por uma recusa mental ao real, que se revela, contudo, sempre inoperante em seu objetivo alucinado de tornar o real inexistente e o inexistente existente. Afinal, toda afirmação do real é trágica, ou não há afirmação. Neste texto buscaremos analisar algumas das implicações psicológicas, mas também epistemológicas e éticas, em jogo nesta questão. Tarefa que demandará a compreensão de alguns dos conceitos e dos paradoxos propostos por Rosset, notadamente a distinção conceitual entre imaginação e imaginário, a adesão a um objeto inexistente como fundamento do duplo, a busca pela diferença que faz obstáculo à experiência singular e única do mesmo, e os expedientes da metafísica e do intelectualismo na recusa do real.

Palavras-chave


Rosset, duplo, trágico, imaginação, tautologia, real

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