Implicações gráficas e autorais no processo de produção e circulação de manuscritos no Brasil colonial

Phablo Roberto Marchis Fachin

Resumo


Neste texto, objetiva-se suscitar discussão sobre questões relacionadas ao tratamento filológico dado à documentação manuscrita da administração colonial portuguesa no Brasil. Oportunidade para se pensar nas relações entre o contexto de produção dos documentos coloniais e o estado de língua documentado, uma tarefa que deve considerar o ambiente em que estão inseridos e todas as implicações a esse respeito, principalmente gráficas e autorais. O corpus deste estudo está composto pela produção documental do governo de Rodrigo César de Menezes, na capitania de São Paulo, entre os anos de 1721 e 1728. Trata-se de cartas, cuja autoria intelectual é atribuída ao governador, mas materialmente produzidas pelo secretário de governo, Gervasio Leyte Rebello, e outros inominados. Para este texto, foram escolhidas 5 das cartas analisadas para exemplificar o alcance do trabalho que está sendo realizado em projeto mais amplo, que visa ao conhecimento aprofundado do contexto de produção e circulação de manuscritos no Brasil colonial e a sua contribuição para os estudos sobre a História da Língua Portuguesa.



Palavras-chave


Filologia Portuguesa; Linguística Histórica; Edição de Manuscritos; Administração Colonial; História da Língua Portuguesa.

Texto completo:

pdf

Referências


BARBOSA, Afrânio Gonçalves. Para uma história do português colonial: aspectos lingüísticos em cartas de comércio. Tese (Doutorado em Língua Portuguesa). Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1999.

BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado, 2002.

CAMARGO, Ana Maria de Almeida; BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Dicionário de Terminologia Arquivística. São Paulo: Secretaria da Cultura, 1996.

CATACH, Nina (Org.). Para uma teoria da língua escrita. Trad. Fúlvia M. L. Moreno e Guacira Marcondes Machado. São Paulo: Editora Ática, 1996.

FERREIRA, Teresa Duarte, SANTANA, Ana Cristina. O tratamento documental de manuscritos ao serviço da investigação: a experiência da Biblioteca Nacional. Disponível em: http://www.purl.pt/6393/1/comunicacoes/manuscritos.pdf. Acessado em 29 nov 2015.

GONÇALVES, Maria Filomena. Madureira Feijó: ortografista do século XVIII. Para uma História da Ortografia Portuguesa. Col. Identidade, Série Língua Portuguesa, Lisboa: ICALP, 1992.

MEGALE, Heitor; TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Por minha letra e sinal: documentos do ouro do século XVII. São Paulo: Ateliê, 2005.

MEGALE, Heitor; TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida; FACHIN, Phablo Roberto Marchis; MONTE, Vanessa Martins do. Crítica Textual: análise grafemática e pesquisa lingüística. Veredas - Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, v. 1, p. 127-146, 2007.

SÁEZ, Carlos. Prefácio. In: AZEVEDO SANTOS, Maria José. Assina quem sabe e lê quem pode. Leitura, transcrição e estudo de um rol de moradias da Casa de D. Catarina de Áustria (1526). Coimbra: Ed. Imprensa da Universidade de Coimbra, 2004.




DOI: https://doi.org/10.24206/lh.v2i2.10008

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 LaborHistórico

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons

LaborHistórico | ISSN 2359-6910

A Revista LaborHistórico da Universidade Federal do Rio de Janeiro está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.