Palavra-experiência e os panoramas oitocentistas britânicos

Carla Hermann

Resumo


O texto trata da relação entre imagem e escrita nos panoramas oitocentistas britânicos. Percorremos o fenômeno dos panoramas, forma artística patenteada pelo pintor irlandês Robert Barker em 1787. Nenhuma das pinturas de panoramas que estudamos existe nos dias atuais. Para seu estudo recorremos a duas fontes textuais. A primeira são as críticas publicadas em jornais no momento da inauguração das exposições nas rotundas. Em seguida, fazemos a análise da relação entre imagem e escrita partir de uma característica inventada pelo próprio fenômeno dos panoramas: o guia escrito, pequenos textos que acompanhavam a própria experiência nas rotundas e que sobreviveram aos dias atuais. Com essas fontes, entendemos o que chamo de palavra-experiência, e a importância dos textos para o fenômeno dos panoramas oitocentistas e sua noção de totalidade.


Palavras-chave


Panoramas. Experiência. Escrita. Século XIX. Reino Unido.

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Referências


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DESCRIPTION of a view of the city of St. Sebastian, and the Bay of Rio Janeiro: now exhibiting in the Panorama, Leicester-Square; painted by the proprietor, Robert Burford, from drawings taken in the year 1823. London: Printed by J. and C. Adlard, 1828.

DESCRIPTION of the Procession on the Coronation of His Majesty George the Fourth: Which took place on Thursday, July 19th, 1821. Now represented and exhibiting on the great rotunda of Henry Aston Barker´s Panorama, Leicester Square. London: Printed by J. and C. Adlard, 23, Bartholomew Close, 1823.

EXPLANATION of the beautiful view of Messina, in Sicily: taken from the light House, and painted upon 10,000 square feet of canvas by Henry Aston Barker, now exhibiting in the great rotunda of the Panorama, Leicester Square. Adlard Printer, Duke-Street, Smithfield. 1811

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DOI: https://doi.org/10.24206/lh.v6i2.32231

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