De “Filha de branco” a “Romance da ama negra”:

o percurso (anti?) colonial de Lília da Fonseca

Autori

DOI:

https://doi.org/10.35520/mulemba.2025.v17n33e67271

Abstract

O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a trajetória da escritora luso-angolana Lília da Fonseca (1906-1991), a partir de textos ficcionais seus em que aborda as condições das mulheres em espaço e tempos marcados pela ocupação portuguesa em África. De um texto a outro, procuraremos observar como ela oscila de uma afirmação (ainda que reticente) da presença e da ideologia colonialista a um profundo questionamento dos métodos empregados para sustentar a presença dos colonos portugueses. Levando em consideração, portanto, alguns pressupostos teóricos sobre a literatura colonial (FERREIRA, 1989; LARANJEIRA, 1997/1998; MATA, 2001, 2016), propomos uma abordagem sobre as representações femininas e suas interrogações, a ponto de se questionar se a autora já não estaria assumindo uma postura anti-colonial.

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Biografia autore

Jorge Vicente Valentim, Universidade Federal de São Carlos

Professor Titular de Literaturas de Língua Portuguesa do Departamento de Letras da UFSCar

Professor Permanente do PPGLit / UFSCar

Coordenador do GELPA (Grupo de Estudos Literários Portugueses e Africanos) / UFSCar

Bolsista Produtividade do CNPq

Bolsista BEP/FAPESP (Processo 2023/06790-5)

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Pubblicato

2026-05-15

Fascicolo

Sezione

Ser mulher no período colonial, entre a vida e a escrita