MAMÍFEROS DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

Carlos Rodrigo Brocardo, Marina Xavier da Silva, Paula Ferracioli, José Flávio Cândido-JR, Gledson Vigiano Bianconi, Marcela Figuêredo Duarte Moraes, Mauro Galetti, Marcelo Passamani, Adaildo Policena, Nélio Roberto dos Reis, Peter Crawshaw-JR

Abstract


O estabelecimento de áreas protegidas tem sido uma das ferramentas mais efetivas na conservação da biodiversidade em todo mundo. No Brasil, os primeiros parques nacionais foram estabelecidos na década de 1930, dos quais o Parque Nacional do Iguaçu (PARNA Iguaçu) foi o segundo a ser criado, em 1939, tendo como propósito proteger as mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu e a até então primitiva floresta subtropical do oeste paranaense. Contudo, apesar da longa data desde sua criação, este parque apresenta uma série de lacunas de informações sobre sua biodiversidade, fator que compromete não só o conhecimento científico sobre esse importante remanescente de Mata Atlântica, mas igualmente o manejo da área. Nesse trabalho são apresentados resultados de um intenso esforço em campo com amostragem de mamíferos (mais de 15 mil armadilhas fotográficas-dia para médios e grandes mamíferos, e quase 8 mil armadilhas-noite para pequenos), registro de mamíferos atropelados em rodovias dentro e às margens do PARNA Iguaçu,  além de revisão bibliográfica sobre a mastofauna do PARNA Iguaçu, com o objetivo de reunir e sintetizar o conhecimento sobre esse grupo. Foram registradas 84 espécies de mamíferos silvestres (incluindo três exóticas) para o PARNA Iguaçu, e mais 18 espécies com distribuição potencial nessa área. Estes resultados colocam o PARNA Iguaçu como uma das áreas protegidas mais ricas em espécies de mamíferos da Mata Atlântica, devendo assim ser considerado como uma área prioritária para a conservação do grupo. O isolamento e a caça ilegal são provavelmente as principais ameaças à persistência de muitas espécies, havendo a necessidade de aumento de medidas de proteção e manejo. Ampliar a pesquisa científica no PARNA Iguaçu também é uma medida necessária para melhor conhecer e proteger o último grande remanescente de Mata Atlântica no interior do Brasil.

MAMMALS OF IGUAÇU NATIONAL PARK The creation of protected areas has proven to be one of the most effective tools for the conservation of biodiversity worldwide. In Brazil, the first national parks were established in the 1930s, of which Iguaçu National Park (PARNA Iguaçu) was the second to be created, in 1939, to protect the world-famous Iguaçu Falls and the pristine subtropical forest of the western portion of Paraná State. However, despite the time since its creation, there are still considerable gaps in the knowledge on its biodiversity, affecting not only scientific information about this important remnant of Atlantic forest, but also management of the area. We present herein the results of an intensive field effort to sample mammals in this site (more than 15 thousand camera-trap-days for large and medium sized species, and nearly 8 thousand trap-nights for small sized ones), roadkilled mammals at the PARNA Iguaçu interior and vicinity, besides a bibliographical review on the mammalian species recorded in the PARNA Iguaçu, aiming to gather and synthesize the knowledge about this group. Eighty-four species were recorded for PARNA Iguaçu (including three exotic species), and another 18 species may occur. These results place PARNA Iguaçu as one of the richest areas in mammals in the Atlantic Forest and, thus, should be considered as a priority area for mammal conservation. Isolation and poaching are the main threats to many of the species, requiring urgent increase in the measures of the protection and management. Expanding scientific research in the PARNA Iguaçu is a crucial measure to better understand and protect the last large remnant of Atlantic forest in the interior of Brazil.


Keywords


Araucaria Forest; Atlantic Forest; inventory; mammalian; Protected Areas

References


Aximoff, I., Cronemberger, C., & Pereira, F. A. 2015. Amostragem de longa duração por armadilhas fotográficas dos mamíferos terrestres em dois parques nacionais no estado do Rio de Janeiro. Oecologia Australis, 19(1), 215–231. DOI: 10.4257/oeco.2015.1901.14

Azevedo, F. C. C., & Conforti, V. A. 2008. Decline of peccaries in a protected subtropical forest of Brazil: toward conservation issues. Mammalia, 72(2), 82–88. DOI: 10.1515/MAMM.2008.027

Baz, A., & Garcia-Boyero, A. 1996. The SLOSS dilemma: a butterfly case study. Biodiversity and Conservation, 5(4), 493–502. DOI: 10.1007/BF00056393

Beca, G., Vancine, M. H., Carvalho, C. S., Pedrosa, F., Alves, R. S. C., Buscariol, D., Peres, C. A., Ribeiro, M. C., & Galetti, M. 2017. High mammal species turnover in forest patches immersed in biofuel plantations. Biological Conservation, 210, 352–359. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2017.02.033

Becker, M., & Dalponte, J. C. 1991. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 1 ed. Brasília: Universidade de Brasília: p. 180.

Bertrand, A. S., Garcia, J. C., Baptiston, I. C., Esteves, E., & Nauderer, R. 2018. Biodiversidade Brasileira. Biodiversidade Brasileira, 8, 19–34.

Bianconi, G. V., & Pedro, W. A. 2016a. Subfamília Myotinae Tate, 1972. In: N. R. Reis, A. L. Peracchi, C. B. B. Batista, & I. Passos (Eds.), História natural dos morcegos brasileiros - Chave de identificação de espécies. pp. 352–366. Rio de Janeiro: Technical Books Editora.

Bianconi, G. V., & Pedro, W. A. 2016b. Subfamília Vespertilioninae Gray, 1821. In: N. R. Reis, A. L. Peracchi, C. B. B. Batista, & I. Passos (Eds.), História natural dos morcegos brasileiros - Chave de identificação de Espécies. pp. 321–351. Rio de Janeiro: Technical Books Editora.

Bogoni, J. A., Cherem, J. J., Hettwer Giehl, E. L., Oliveira-Santos, L. G., de Castilho, P. V., Picinatto Filho, V., Fantacini, F. M., Tortato, M. A., Luiz, M. R., Rizzaro, R., & Graipel, M. E. 2016. Landscape features lead to shifts in communities of medium- to large-bodied mammals in subtropical Atlantic Forest. Journal of Mammalogy, 97(3), 713–725. DOI: 10.1093/jmammal/gyv215

Bogoni, J. A., Graipel, M. E., Oliveira-Santos, L. G. R., Cherem, J. J., Giehl, E. L. H., & Peroni, N. 2017. What would be the diversity patterns of medium- to large-bodied mammals if the fragmented Atlantic Forest was a large metacommunity? Biological Conservation, 211, 85–94. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2017.05.012

Bonvicino, C. R., Oliveira, J. A., & D’Andrea, P. S. 2008. Guia dos roedores do Brasil, com chaves para gêneros baseadas em caracteres externos. Rio de Janeiro: Centro Pan-Americano de Febre Aftosa-OPAS/OMS: p. 120.

Borges, P. A. L., & Tomás, W. M. 2004. Guia de Rastros e outros vestígos de mamíferos do Pantanal. 1 ed. Corumbá: Embrapa Pantanal: p. 139.

Brasil. 2000. Lei No 9.985, de 18 de julho de 2000.

Brito, D. 2004. Lack of adequate taxonomic knowledge may hinder endemic mammal conservation in the Brazilian Atlantic Forest. Biodiversity and Conservation, 13(11), 2135–2144. DOI: 10.1023/B:BIOC.0000040005.89375.c0

Brocardo, C. R. 2017. Defaunação e fragmentação florestal na Mata Atlântica Subtropical e suas consequências para a regeneração de Araucaria angustifolia. Universidade Estadual Paulista. p. 117.

Brocardo, C. R. 2019. Presence of jaguar in Rio Guarani State Park, Paraná, Brazil. CatNews, 68, 36–37.

Brocardo, C. R., & Cândido-Jr, J. F. 2012. Persistência de mamíferos de médio e grande porte em fragmentos de floresta ombrófila mista no estado do Paraná, Brasil. Revista Árvore, 36(2), 301–310. DOI: 10.1590/S0100-67622012000200011

Brocardo, C. R., Silva, M. X., Delgado, L. E. S., & Galetti, M. 2017. White-lipped peccaries are recorded at Iguaçu National Park after 20 years. Mammalia, 81(5), 168–171. DOI: 10.1515/mammalia-2016-0049

Brocardo, C. R., & Delgado, L. E. S. 2014. Records and conservation of white-lipped peccary in the region of Iguaçu National Park, Brazil. Suiform Soundings, 13, 38–43.

Brocardo, C. R., Rodarte, R., Bueno, R. S., Culot, L., & Galetti, M. 2013. Mamíferos não voadores do Parque Estadual Carlos Botelho, Continuum florestal do Paranapiacaba. Biota Neotropica, 12(4), 198–208. DOI: 10.1590/s1676-06032012000400021

Bruner, A. G., Gullison, R. E., Rice, R. E., & Fonseca, G. A. B. 2001. Effectiveness of Parks in Protecting Tropical Biodiversity. Science, 291(5501).

Butchart, S. H. M., Walpole, M., Collen, B., van Strien, A., Scharlemann, J. P. W., Almond, R. E. A., Baillie, J. E. M., Bomhard, B., Brown, C., Bruno, J., Carpenter, K. E., Carr, G. M., Chanson, J., Chenery, A. M., Csirke, J., Davidson, N. C., Dentener, F., Foster, M., Galli, A., Galloway, J. N., Genovesi, P., Gregory, R. D., Hockings, M., Kapos, V., Lamarque, J. F., Leverington, F., Loh, J., McGeoch, M. A., McRae, L., Minasyan, A., Morcillo, M. H., Oldfield, T. E. E., Pauly, D., Quader, S., Revenga, C., Sauer, J. R., Skolnik, B., Spear, D., Stanwell-Smith, D., Stuart, S. N., Symes, A., Tierney, M., Tyrrell, T. D., Vie, J. C., & Watson, R. 2010. Global Biodiversity: Indicators of Recent Declines. Science, 328(5982), 1164–1168. DOI: 10.1126/science.1187512

Cherem, J. J., Graipel, M. E., Tortato, M. A., Althoff, S. L., Brüggemann, F., Matos, J. Z., Voltolini, J. C., Freitas, R. R., Illenseer, R., Hoffmann, F., Ghizoni-Jr., I. R., Bevilacqua, A., Reinicke, R., Oliveira, C. H. S. de, Filippini, A., Furnari, N., Abati, K., Moraes, M., Moreira, T. T., Oliveira-Santos, L. G. R., Kuhnen, V. V., Maccarini, T. B., Goulart, F. V. B., Mozerle, H. B., Fantacini, F. M., Dias, D., Penedo-Ferreira, R., Vieira, B. P., & Simões-Lopes, P. C. 2011. Mastofauna terrestre do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, Estado de Santa Catarina, sul do Brasil. Biotemas, 24(3), 73. DOI: 10.5007/2175-7925.2011v24n3p73

Chiarello, A. G. 1999. Effects of fragmentation of the Atlantic forest on mammal communities in south-eastern Brazil. Biological Conservation, 89(1), 71–82. DOI: 10.1016/S0006-3207(98)00130-X

Cláudio, V. C., Gonzalez, I., Barbosa, G., Rocha, V., Moratelli, R., & Rassy, F. 2018. Bacteria richness and antibiotic-resistance in bats from a protected area in the Atlantic Forest of Southeastern Brazil. PLOS ONE, 13(9), e0203411. DOI: 10.1371/journal.pone.0203411

Conforti, V. A., & Azevedo, F. C. C. 2003. Local perceptions of jaguars (Panthera onca) and pumas (Puma concolor) in the Iguaçu National Park area, south Brazil. Biological Conservation, 111(2), 215–221. DOI: 10.1016/S0006-3207(02)00277-X

Costa, L. P., Leite, Y. L. R., Mendes, S. L., & Dittchfield, A. D. 2005. Mammal Conservation in Brazil. Conservation Biology, 19(3), 672–679. DOI: 10.1111/j.1523-1739.2005.00666.x

Crawshaw, P. G. 1995. Comparative ecology of ocelot (Felis pardalis) and jaguar (Panthera onca) in a protected subtropical forest in Brazil and Argentina. University of Florida. p. 201.

Crawshaw, P. G., Mähler, J. K., Indrusiak, C., Cavalcanti, S. M. C., Renata, M., Leite-Pitman, P., & Silvius, K. M. 2004. Ecology and Conservation of the Jaguar (Panthera onca) in Iguaçu National Park, Brazil. In: K. Silvius, R. Bodmer, & J. Fragoso (Eds.), People in nature: wildlife conservation in South and Central America. pp. 286–296. New York: Columbia University.

Cunha, A. A. 2007. Alterações na composição da comunidade e o status de conservação dos mamíferos de médio e grande porte da Serra dos Órgãos. In: C. Cronemberger & E. B. V. de Castro (Eds.), Ciência e conservação na Serra dos Órgãos. pp. 211–224. 1 ed. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

D’Bastiani, E., D’Bastiani, M., Pereira, A. D., Bovendorp, R. S., Faraco-Jr, H., Marques, J. L., & Bazílio, S. 2018. Inventory of medium and large mammals in the Biological Reserve of Araucárias, Paraná, Brazil. Acta Biológica Paranaense, 47(0), 15–31. DOI: 10.5380/abpr.v47i0.60750

De Angelo, C., Paviolo, A., Wiegand, T., Kanagaraj, R., & Di Bitetti, M. S. 2013. Understanding species persistence for defining conservation actions: A management landscape for jaguars in the Atlantic Forest. Biological Conservation, 159, 422–433. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2012.12.021

Delciellos, A. C., Detogne, N., Novaes, R., Vieira, N., Loguercio, M., Bergallo, H., Geise, L., Raíces, D., Santori, R., & Felix, S. 2012. Mammals of Serra da Bocaina National Park, state of Rio de Janeiro, southeastern Brazil. Check List, 8, 675–692.

Delciellos, A. C., Motta, A., Dias, D., Almeida, B., & Rocha-Barbosa, O. 2018. Bats of the Serra da Bocaina National Park, southeastern Brazil: an updated species list and a distribution extension for Trinycteris nicefori (Sanborn, 1949). Biota Neotropica scielo. DOI: dx.doi.org/10.1590/1676-0611-bn-2018-0537.

Dirzo, R., Young, H. S., Galetti, M., Ceballos, G., Isaac, N. J. B., & Collen, B. 2014. Defaunation in the Anthropocene. Science, 345(6195), 401–406. DOI: 10.1126/science.1251817

Eisenberg, J. F., & Redford, K. H. 2000. Mammals of the Neotropics (Volume 3 ): The Central Neotropics: Ecuador, Peru, Bolivia, Brazil. 1 ed. Chicago: University of Chicago: p. 624.

Emmons, L. H. 1987. Comparative feeding ecology of felids in a neotropical rainforest. Behavioral Ecology and Sociobiology, 20(4), 271–283. DOI: 10.1007/BF00292180

Estado do Paraná. 2010. Decreto Estadual no 7.264/2010.

Ferracioli, P. 2010. Levantamento preliminar das espécies de pequenos roedores e marsupiais do Parque Nacional do Iguaçu e a diferença da eficiência de captura de armadilhas pitfall e sherman. Trabalho de Conclusão de Curso. Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina. p. 45.

Ferracioli, P. 2013. Interação entre uma comunidade de pequenos mamíferos e a espécie Araucaria angustifolia em uma floresta ombrófila mista no sul do Brasil. Master Thesis. Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras. p. 113.

Fragoso, R. O., Delgado, L. E. S., Lopes, L. M., & Lopes, L. M. 2011. Aspectos da Atividade de Caça no Parque Nacional do Iguaçu-PR. Revista de Biologia Neotropical, 8(1), 41–52. DOI: 10.5216/rbn.v8i1.10147

Fundação SOS Mata Atlântica, & Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 2018. Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica período 2016-2017. São Paulo: p. 63.

Galetti, M., Brocardo, C. R., Begotti, R. A., Hortenci, L., Rocha-Mendes, F., Bernardo, C. S. S., Bueno, R. S., Nobre, R., Bovendorp, R. S., Marques, R. M., Meirelles, F., Gobbo, S. K., Beca, G., Schmaedecke, G., & Siqueira, T. 2017. Defaunation and biomass collapse of mammals in the largest Atlantic forest remnant. Animal Conservation, 20(3). DOI: 10.1111/acv.12311

Galetti, M., Camargo, H., Siqueira, T., Keuroghlian, A., Donatti, C. I., Jorge, M. L. S. P., Pedrosa, F., Kanda, C. Z., & Ribeiro, M. C. 2015. Diet overlap and foraging activity between feral pigs and native peccaries in the Pantanal. PLOS ONE, 10(11), e0141459. DOI: 10.1371/journal.pone.0141459

Galetti, M., Giacomini, H. C., Bueno, R. S., Bernardo, C. S. S., Marques, R. M., Bovendorp, R. S., Steffler, C. E., Rubim, P., Gobbo, S. K., Donatti, C. I., Begotti, R. A., Meirelles, F., Nobre, R. de A., Chiarello, A. G., & Peres, C. A. 2009. Priority areas for the conservation of Atlantic forest large mammals. Biological Conservation, 142(6), 1229–1241. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2009.01.023

Galetti, M., Pedrosa, F., Keuroghlian, A., & Sazima, I. 2016. Liquid lunch - vampire bats feed on invasive feral pigs and other ungulates. Frontiers in Ecology and the Environment, 14(9), 505–506. DOI: 10.1002/fee.1431

Galindo-Leal, C., & Câmara, I. G. 2003. Atlantic Forest hotspot status: an overview. In: C. Galindo-Leal & I. G. Câmara (Eds.), The Atlantic Forest of South America: Biodiversity Status, Threats, and Outlook. pp. 3–11. Belo Horizonte: Fundação SOS Mata Atlântica & Conservação Internacional.

Gardner, A. L. 2008. Mammals of South America, Volume 1: Marsupials, Xenarthrans, Shrews, and Bats. Chicago: University of Chicago: p. 669.

Geise, L., Pereira, L. G., Bossi, D. E. P., & Bergallo, H. G. 2004. Pattern of elevational distribution and richness of non volant mammals in Itatiaia National Park and its surroundings, in Southeastern Brazil. Brazilian Journal of Biology, 64(3b), 599–612. DOI: 10.1590/S1519-69842004000400007

Gordon, I. J. 2009. What is the future for wild, large herbivores in human-modified agricultural landscapes? Wildlife Biology, 15(1), 1–9. DOI: 10.2981/06-087

Graipel, M. E., Cherem, J. J., & Monteiro-Filho, E. L. Carmignotto, A. P. 2017. Mamíferos da Mata Atlântica. In: E. L. Monteiro-Filho & C. E. Conte (Eds.), Revisões em Zoologia: Mata Atlântica. pp. 391–482. Curitiba: Universidade Federal do Paraná.

Gray, C. L., Hill, S. L. L., Newbold, T., Hudson, L. N., Börger, L., Contu, S., Hoskins, A. J., Ferrier, S., Purvis, A., & Scharlemann, J. P. W. 2016. Local biodiversity is higher inside than outside terrestrial protected areas worldwide. Nature Communications, 7(1), 12306. DOI: 10.1038/ncomms12306

Gregorin, R., & Taddei, V. A. 2002. Chave artificial para a identificação de molossídeos brasileiros (Mammalia, Chiroptera). Mastozoología Neotropical, 9(1), 13–32.

Gubert-Filho, F. A. 2010. História do desmatamento no Estado do Paraná e sua relação com a reforma agrária. In: C. Sonda & S. C. Trauczynski (Eds.), Reforma Agraria e Meio Ambiente. pp. 15–25. Curitiba: ITCG.

Haag, T., Santos, A. S., Sana, D. A., Morato, R. G., Cullen JR, L., Crawshaw Jr, P. G., De Angelo, C., Di Bitteti, M. S., Salzano, F. M., & Eirizik, E. 2010. The effect of habitat fragmentation on the genetic structure of a top predator: loss of diversity and high differentiation among remnant populations of Atlantic Forest jaguars (Panthera onca). Molecular Ecology, 19(22), 4906–4921. DOI: 10.1111/j.1365-294X.2010.04856.x

Hansen, M. C., Potapov, P. V, Moore, R., Hancher, M., Turubanova, S. A., Tyukavina, A., Thau, D., Stehman, S. V, Goetz, S. J., Loveland, T. R., Kommareddy, A., Egorov, A., Chini, L., Justice, C. O., & Townshend, J. R. G. 2013. High-resolution global maps of 21st-century forest cover change. Science, 342(6160), 850 LP-853. DOI: 10.1126/science.1244693

Holz, S., & Placci, G. 2003. Socioeconomic roots of biodiversity loss in Misiones. In: C. Galindo-Leal & I. G. Câmara (Eds.), The Atlantic Forest of South America: Biodiversity Status, Threats, and Outlook. pp. 207–226. Belo Horizonte: Fundação SOS Mata Atlântica & Conservação Internacional.

IUCN. 2018. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2018-2. Retrieved on January 5th, 2019, from http://www.iucnredlist.org.

Jansen, P. A., Ahumada, J., Fegraus, E., & O’Brien, T. 2014. TEAM: a standardised camera trap survey to monitor terrestrial vertebrate communities in tropical forests. In: P. D. Meek, P. Fleming, G. Ballard, P. Banks, A. W. Claridge, J. Sanderson, & D. Swann (Eds.), Camera trapping: wildlife research and management. pp. 263–270. 1 ed. Melbourne: Csiro Publishing.

Jerozolimski, A., & Peres, C. A. 2003. Bringing home the biggest bacon: a cross-site analysis of the structure of hunter-kill profiles in Neotropical forests. Biological Conservation, 111(3), 415–425. DOI: 10.1016/S0006-3207(02)00310-5

Joppa, L. N., Loarie, S. R., & Pimm, S. L. 2008. On the protection of “protected areas”. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 105(18), 6673–8. DOI: 10.1073/pnas.0802471105

Jorge, M. L. S. P., Ribeiro, M. C., & Ferraz, K. M. P. M. B. 2013. Mammal defaunation as surrogate of trophic cascades in a biodiversity hotspot. Biological Conservation, 163, 49–57. DOI: 10.1016/j.biocon.2013.04.018

Kasper, C. B., Mazim, F. D., Soares, J. B. G., Oliveira, T. G., & Fabián, M. E. 2007. Composição e abundância relativa dos mamíferos de médio e grande porte no Parque Estadual do Turvo, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Zoologia, 24(4), 1087–1100. DOI: 10.1590/S0101-81752007000400028

Keesen, F., Nunes, A. V., & Scoss, L. M. 2016. Updated list of mammals of Rio Doce State Park, Minas Gerais, Brazil. Boletim do Museu de Biologia Mello Leitão, 38(2), 139–162.

Kingsland, S. 2002. Designing nature reserves: adapting ecology to real-world problems. Endeavour, 26(1), 9–14. DOI: 10.1016/S0160-9327(00)01396-X

LaVal, R. K. 1973. A revision of the Neotropical bats of the genus Myotis. Science Bulletin Natural History Museum Los Angeles County, 15, 1–53.

Lindenmayer, D. B., Wood, J., McBurney, L., Blair, D., & Banks, S. C. 2015. Single large versus several small: The SLOSS debate in the context of bird responses to a variable retention logging experiment. Forest Ecology and Management, 339, 1–10. DOI: 10.1016/J.FORECO.2014.11.027

Lorenzutti, R., & Almeida, A. 2006. A coleção de mamíferos do Museu Elias Lorenzutti em Linhares, Estado do Espírito Santo, Brasil. Boletim do Museu de Biologia Mello Leitão, 19, 59–74.

McGeoch, M. A., Butchart, S. H. M., Spear, D., Marais, E., Kleynhans, E. J., Symes, A., Chanson, J., & Hoffmann, M. 2010. Global indicators of biological invasion: species numbers, biodiversity impact and policy responses. Diversity and Distributions, 16(1), 95–108. DOI: 10.1111/j.1472-4642.2009.00633.x

Ministério do Meio Ambiente. 2014. Portaria no 444/2014.

Modesto, T. C., Pessôa, F. S., Enrici, M. C., Attias, N., Jordão-Nogueira, T., Costa, L. M., Albuquerque, H. G., & Bergallo, H. G. 2008. Mamíferos do Parque Estadual do Desengano, Rio de Janeiro, Brasil. Biota Neotropica, 8(4), 153–159. DOI: 10.1590/S1676-06032008000400015

Moratelli, R., & Peracchi, A. L. 2007. Morcegos (Mammalia, Chiroptera) do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. In: C. Cronemberger & E. B. V. de Castro (Eds.), Ciência e conservação na Serra dos Órgãos. pp. 193–210. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Morrison, J. C., Sechrest, W., Dinerstein, E., Wilcove, D. S., & Lamoreux, J. F. 2007. Persistence of large mammal faunas as indicators of global human impacts. Journal of Mammalogy, 88(6), 1363–1380. DOI: 10.1644/06-MAMM-A-124R2.1

Myers, N., Mittermeier, R. A., Mittermeier, C. G., Fonseca, G. A. B., & Kent, J. 2000. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, 403(6772), 853–858. DOI: 10.1038/35002501

Negrão, M. F. F., & Valladares-Pádua, C. 2006. Registros de mamíferos de maior porte na Reserva Florestal do Morro Grande, São Paulo. Biota Neotropica, 6(2), 0–0. DOI: 10.1590/S1676-06032006000200006

Newmark, W. D. 1986. Species-area relationship and its determinants for mammals in western North American national parks. Biological Journal of the Linnean Society, 28(1–2), 83–98. DOI: 10.1111/j.1095-8312.1986.tb01750.x

Norris, D., Ramírez, J. M., Zacchi, C., & Galetti, M. 2012. A survey of mid and large bodied mammals in Núcleo Caraguatatuba, Serra do Mar State Park, Brazil. Biota Neotropica, 12(2), 127–133. DOI: 10.1590/S1676-06032012000200013

Nunes, A. V., Scoss, L. M., Prado, M. R., & Lessa, G. M. 2013. Survey of large and medium-sized terrestrial mammals in the Serra do Brigadeiro State Park, Minas Gerais, Brazil. Check List, 9(2), 240. DOI: 10.15560/9.2.240

Olifiers, N., Cunha, A. A., Grelle, C. E. V., Bonvicino, C. R., Geise, L., Pereira, L. G., & Cerqueira, R. 2007. Lista de espécies de pequenos mamíferos não-voadores do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. In: C. Cronemberger & E. B. V. de Castro (Eds.), Ciência e conservação na Serra dos Órgãos. pp. 183–192. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Oliveira, V. B., Linares, A. M., Castro-Corrêa, G. L., & Chiarello, A. G. 2013. Inventory of medium and large-sized mammals from Serra do Brigadeiro and Rio Preto State Parks, Minas Gerais, southeastern Brazil. Check List, 9(5), 912. DOI: 10.15560/9.5.912

Pardini, R., Souza, S. M., Braga-Neto, R., & Metzger, J. P. 2005. The role of forest structure, fragment size and corridors in maintaining small mammal abundance and diversity in an Atlantic forest landscape. Biological Conservation, 124(2), 253–266. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2005.01.033

Pardini, R., & Umetsu, F. 2006. Pequenos mamíferos não-voadores da Reserva Florestal do Morro Grande: distribuição das espécies e da diversidade em uma área de Mata Atlântica. Biota Neotropica, 6(2), 0–0. DOI: 10.1590/S1676-06032006000200007

Patton, J. L., Pardiñas, U. F., & D’Elía. 2015. Mammals of South America, Volume 2: Rodents. Chicago: University of Chicago: p. 1384.

Paviolo, A., De Angelo, C. D., Di Blanco, Y. E., & Di Bitetti, M. S. 2008. Jaguar Panthera onca population decline in the Upper Paraná Atlantic Forest of Argentina and Brazil. Oryx, 42(04), 554. DOI: 10.1017/S0030605308000641

Peracchi, A. L., Nogueira, M. R., & Lima, I. P. 2011. Chiroptera Neotropical. Chiroptera Neotropical, 17, 842–852.

Prevedello, J. A., Ferreira, P., Silveira, B., Loretto, D., & Vieira, M. V. 2008. Uso do espaço vertical por pequenos mamíferos no Parque Nacional Serra dos Órgãos, RJ: um estudo de 10 anos utilizando três métodos de amostragem. Revista Espaço e Geografia, 11(1), 35–58.

Reis, N. R., Peracchi, A. L., Fregonezi, M. N., & Rossaneis, B. K. 2010. Mamíferos do Brasil: Guia de Identificação. 1 ed. Rio de Janeiro: Technical Books Editora: p. 560.

Ribeiro, M. C., Metzger, J. P., Martensen, A. C., Ponzoni, F. J., & Hirota, M. M. 2009. The Brazilian Atlantic Forest: How much is left, and how is the remaining forest distributed? Implications for conservation. Biological Conservation, 142(6), 1141–1153. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2009.02.021

Rocha-Mendes, F., Neves, C. L., Nobre, R. de A., Marques, R. M., Bianconi, G. V., & Galetti, M. 2015. Non-volant mammals from Núcleo Santa Virgínia, Serra do Mar State Park, São Paulo, Brazil. Biota Neotropica, 15(1). DOI: 10.1590/1676-06032014000814

Rosa, C. A., Almeida Curi, N. H., Puertas, F., & Passamani, M. 2017. Alien terrestrial mammals in Brazil: current status and management. Biological Invasions, 19(7), 2101–2123. DOI: 10.1007/s10530-017-1423-3

Rösch, V., Tscharntke, T., Scherber, C., & Batáry, P. 2015. Biodiversity conservation across taxa and landscapes requires many small as well as single large habitat fragments. Oecologia, 179(1), 209–222. DOI: 10.1007/s00442-015-3315-5

Sanderson, E. W., Jaiteh, M., Levy, M. A., Redford, K. H., Wannebo, A. V., & Woolmer, G. 2002. The Human Footprint and the Last of the WildThe human footprint is a global map of human influence on the land surface, which suggests that human beings are stewards of nature, whether we like it or not. BioScience, 52(10), 891–904. DOI: 10.1641/0006-3568(2002)052[0891:thfatl]2.0.co;2

Sekiama, M. L., Reis, N. R., Peracchi, A. L., & Rocha, V. J. 2001. Morcegos do Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (Chiroptera, Mammalia). Revista Brasileira de Zoologia, 18(3), 749–754. DOI: 10.1590/S0101-81752001000300011

Srbek-Araujo, A. C., Rocha, M. F., & Peracchi, A. L. 2014. A mastofauna da Reserva Natural Vale, Linhares, Espírito Santo, Brasil. Ciência & Ambiente, 49, 153–167.

Tabarelli, M., Aguiar, A. V., Ribeiro, M. C., & Metzger, J. P. 2010. Prospects for biodiversity conservation in the Atlantic Forest: Lessons from aging human-modified landscapes. Biological Conservation, 143(10), 2328–2340. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2010.02.005

Travassos, L., Carvalho, I. D., Pires, A. S., Gonçalves, S. N., Oliveira, P. M., Saraiva, A., & Fernandez, F. A. S. 2018. Living and lost mammals of Rio de Janeiro’s largest biological reserve: an updated species list of Tinguá. Biota Neotropica, 18(2), e20170453. DOI: 10.1590/1676-0611-bn-2017-0453

UNEP-WCMC, & IUCN. 2016. Protected Planet Report 2016. 1 ed. Cambridge: UNEP-WCMC and IUCN: p. 73.

Vieira, M. V., Olifiers, N., Delciellos, A. C., Antunes, V. Z., Bernardo, L. R., Grelle, C. E. V., & Cerqueira, R. 2009. Land use vs. fragment size and isolation as determinants of small mammal composition and richness in Atlantic Forest remnants. Biological Conservation, 142(6), 1191–1200. DOI: 10.1016/J.BIOCON.2009.02.006

Vizotto, L. D., & Taddei, V. A. 1973. Chave para determinação de quirópteros brasileiros. São José do Rio Preto: Gráfica Francal: p. 72.

Wilson, D. E., & Reeder, D. M. 2005. Mammal species of the world: a taxonomic and geographic reference. Vol. 1 3 ed. Washington: Smithsonian Institution: p. 2142.

Xavier da Silva, M. 2017. Relatório Técnico do Projeto Carnívoros do Iguaçu. Parque Nacional do Iguaçu. https://drive.google.com/open?id=1j4q93zISpPqmNb_srUiDKMFDqqeNpoTE

Xavier da Silva, M., Paviolo, A., Tambosi, L. R., & Pardini, R. 2018. Effectiveness of Protected Areas for biodiversity conservation: Mammal occupancy patterns in the Iguaçu National Park, Brazil. Journal for Nature Conservation, 41, 51–62. DOI: 10.1016/J.JNC.2017.11.001




DOI: https://doi.org/10.4257/oeco.2019.2302.01

Refbacks

  • There are currently no refbacks.