Transtornos do neurodesenvolvimento: o biopoder e as perspectivas de professoras da educação infantil
PDF (Português (Brasil))

Palabras clave

Educação infantil
Transtornos do neurodesenvolvimento
Psicopatologia

Cómo citar

Schiessl, L., & Armiliato, V. (2026). Transtornos do neurodesenvolvimento: o biopoder e as perspectivas de professoras da educação infantil. Revista Contemporânea De Educação, 21. Recuperado a partir de https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/67233

Resumen

Esta investigación busca comprender la perspectiva que las maestras de Educación Infantil tienen sobre los Trastornos del Neurodesarrollo. Se entrevistaron a 13 maestras de tres Centros Municipales de Educación Infantil en la ciudad de São Bento do Sul, SC. Los datos fueron analizados mediante la metodología del Análisis del Discurso de Michel Foucault. Los resultados muestran que todas las maestras han tenido o tienen alumnos diagnosticados. Las principales dificultades encontradas se refieren a aspectos conductuales, y la medicalización es observada como un artefacto que apoya la rutina escolar del niño. Se concluye que las maestras construyen y moldean sus relaciones particulares con cada niño diagnosticado, y estos encuentros singulares también permiten la colectivización de la diferencia más allá de los discursos hegemónicos.

PDF (Português (Brasil))

Citas

American Psychological Association – APA. (2023). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. Porto Alegre: Artmed.

Araújo, F. S., & Santos, M. G. G. (2020). A infância marcada pela biopolítica da patologização e da medicalização. Apoena, 3, 1–20. Recuperado de https://publicacoes.unijorge.com.br/apoena/article/view/263

Ariès, P. (1981). História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC.

Barbosa, S. A. (2019). Mapeando as controvérsias que envolvem o processo de medicalização da infância. Psicologia & Sociedade, 31, 1-14. https://doi.org/10.1590/1807-0310/2019v31213211

Barros, D. B. (2014). Os usos e sentidos do metilfenidato: Experiências entre o tratamento e o aprimoramento da atenção (Tese de doutorado). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Recuperado de https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/4724

Bechi, D., Fávero, A. A., & Almeida, M. D. L. P. (2023). Racionalidade neoliberal e trabalho docente: Interferência da cultura performativa nas condições de trabalho de professores e professoras. Retratos da Escola, 17(38), 1-18. https://doi.org/10.22420/rde.v17i38.1518

Boarini, M. L. (2013). Indisciplina escolar: Uma construção coletiva. Psicologia Escolar e Educacional, 17(1), 123-131. https://doi.org/10.1590/S1413-85572013000100013

Brzozowski, F. S., & Caponi, S. N. (2013). Medicalização dos desvios de comportamento na infância: Aspectos positivos e negativos. Psicologia: Ciência e Profissão, 33, 208-221. https://doi.org/10.1590/S1414-98932013000100016

Canguilhem, G. (2006). O cérebro e o pensamento. Natureza Humana, 8(1), 183-210. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302006000100006&lng=pt&tlng=pt

Ehrenberg, A. (2009). O sujeito cerebral. Psicologia Clínica, 21(1), 187-213. https://doi.org/10.1590/S0103-56652009000100013

Ferreira, C. A., & Nuernberg, A. H. (2020). Educação infantil: um campo profissional pouco explorado pelo psicólogo escolar. In L. C. Oltramari, L. R. Feitosa, & M. Gesser (Orgs.), Psicologia escolar e educacional: Processos educacionais e debates contemporâneos (pp. 178-199). Florianópolis: Bosque UFSC/CFH.

Fischer, R. M. B. (2017). A análise do discurso: Para além de palavras e coisas. Educação & Realidade, 20(2), 1-20. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71741

Fontana, R. S., Vasconcelos, M. M., Werner, J., Jr., Fonte, A. A., Liberal, A. M., & Campos, S. (2007). Prevalência de TDAH em quatro escolas públicas brasileiras. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 65, 134-137. https://doi.org/10.1590/S0004-282X2007000100027

Fonseca, A., Colares, A., & Costa, S. (2019). Educação infantil: História, formação e desafios. Revista Educação & Formação, 4(3), 82-103. https://doi.org/10.25053/redufor.v4i12.1270

Foucault, M. (2014a). A ordem do discurso: Aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. São Paulo: Loyola.

Foucault, M. (2014b). Vigiar e punir: Nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes.

Foucault, M. (2022a). A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense.

Foucault, M. (2022b). A história da sexualidade: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Furtado, R. N., & Camilo, J. A. O. (2017). O conceito de biopoder no pensamento de Michel Foucault. Revista Subjetividades, 16(3), 34–44. https://doi.org/10.5020/23590777.16.3.34-44

Garcia, M. R., Borges, L. N., & Antoneli, P. (2014). A medicalização na escola a partir da perspectiva de professores de educação infantil: Um estudo na região de Sorocaba-SP. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, 9(3), 536-560. https://doi.org/10.21723/riaee.v9i3.7356

Gardinal, E. C., & Marturano, E. M. (2007). Meninos e meninas na educação infantil: Associação entre comportamento e desempenho. Psicologia em Estudo, 12(3), 541-551. https://doi.org/10.1590/s1413-73722007000300011

Gatti, B. A. (2010). Formação de professores no Brasil: Características e problemas. Educação & Sociedade, 31(113), 1355-1379. https://doi.org/10.1590/S0101-73302010000400016

Guazi, T. S. (2021). Diretrizes para o uso de entrevistas semiestruturadas em investigações científicas. Revista Educação, Pesquisa e Inclusão, 2, 1-20. https://doi.org/10.18227/2675-3294repi.v2i0.7131

Illich, I. (1975). A expropriação da saúde: Nêmesis da medicina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Kastrup, V. (2000). O devir-criança e a cognição contemporânea. Psicologia: Reflexão e Crítica, 13, 373-382. https://doi.org/10.1590/S0102-79722000000300006

Kastrup, V. (2001). Aprendizagem, arte e invenção. Psicologia em Estudo, 6(1), 17-27. Klein, T., & Lima, R. C. (2020). Mais além dos transtornos do neurodesenvolvimento: Desdobramentos para a infância e a educação. Movimento, 7(15), 444-469. https://doi.org/10.22409/mov.v7i15.42885

Kohan, W. O., & Fernandes, R. A. (2020). Tempos da infância: Entre um poeta, um filósofo, um educador. Educação e Pesquisa, 46, e236273. https://doi.org/10.1590/S1678-4634202046236273

Kupfer, M. C. (2007). Educação para o futuro: Psicanálise e educação. São Paulo: Escuta. Lei n. 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a política nacional de proteção dos rights da pessoa com transtorno do espectro autista. Diário Oficial da União. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm

Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência. Diário Oficial da União. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm

Maenner, M. J. (2021, dezembro, 3). Prevalence and characteristics of autismspectrum disorder among children aged 8 years—Autism and developmental disabilities monitoring network, 11 sites, United States, 2018. MMWR Surveillance Summaries, 70. Recuperado de https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/70/ss/ss7011a1.htm?utm_source=nationaltribune&utm_medium=nationaltribune&utm_campaign=news

Maheirie, K., Zanella, A. V., Da Ros, S. Z., Titon, A. P., Werner, F. W., Urnau, L.C., & Cabra, M. G. (2007). Processos de criação em educadoras: Uma experiência e suas implicações. Revista do Departamento de Psicologia - UFF, 19(1), 145-154. https://doi.org/10.1590/S0104-80232007000100011

Ministério da Educação. (2010). Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: o autor. Recuperado de http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/diretrizescurriculares_2012.pdf

Ministério da Educação. (2018). Base nacional comum curricular. Brasília: o autor. Recuperado de https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf

Papalia, D. E., & Martorell, G. (2022). Desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artmed.

Patto, M. H. (2022). A produção do fracasso escolar: Histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Universidade de São Paulo.

Piaget, J. (2024). O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: LTC.

Pizato, E. C. G., Marturano, E. M., & Fontaine, A. M. G. V. (2014). Trajetórias de habilidades sociais e problemas de comportamento no ensino fundamental: Influência da educação infantil. Psicologia: Reflexão e Crítica, 27(1), 189-197. https://doi.org/10.1590/S0102-79722014000100021

Pope, C., & Mays, N. (2009). Pesquisa qualitativa na atenção à saúde. Porto Alegre: Artmed.

Priolo Filho, S. R., Pompermaier, H. M., Almeida, N. V. F. D., & Souza, D. D. H. (2016). Aggressive behavior of children in a daycare center. Paidéia, 26(64), 235-243. https://doi.org/10.1590/1982-43272664201611

Quinteiro, J. (2019). Educação, infância e escola: A civilização da criança. Perspectiva, 37(3), 728-747. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2019.e54108

Ramacciotti, B. L. (2013). Deleuze: A filosofia prática de Espinosa. São Paulo: Nota Preliminar.

Resolução CNE/CEB n. 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Diário Oficial da União. Recuperado de https://www.seduc.ro.gov.br/portal/legislacao/RESCNE005_2009.pdf

Ribeiro, T. C. (2022). Epidemiologia do transtorno do espectro do autismo: Rastreamento e prevalência na população (Tese de doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-22092022-170809

Todorov, J. C. (2012). Sobre uma definição de comportamento. Perspectivas em Análise do Comportamento, 3(1), 32-37. https://doi.org/10.18761/perspectivas.v3i1.79

Creative Commons License

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.

Derechos de autor 2025 Revista Contemporânea de Educação

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.