Praça adaptada de um centro de reabilitação em Pelotas/RS: a visão de profissionais e estagiários atuantes no local / An adapted square in a rehabilitation center in Pelotas/RS: the view of professionals and trainees working there

Franciele Costa Berní, Nicole Ruas Guarany

Resumo


O terapeuta ocupacional é o profissional que estuda a ocupação humana, intervindo no desempenho das habilidades físicas, mentais, sociais e ambientais de cada indivíduo, a fim de proporcionar a participação deste nas atividades em casa, na escola e no trabalho. O brincar favorece a intervenção terapêutica e está presente em diversos contextos da vida das crianças e adolescentes, inclusive no contexto de uma praça adaptada. Desta forma, este estudo tem como objetivo verificar a percepção de profissionais de um centro de reabilitação de crianças e adolescentes com deficiência, e estagiários de Terapia Ocupacional, sobre a utilização de uma praça adaptada como um recurso terapêutico e de recreação. Para isto, identificou-se uma amostra composta por 20 sujeitos, de ambos os sexos. Foram utilizados dois questionários semiestruturados para coleta dos dados, ambos com a mesma finalidade, porém com linguagens adaptadas a cada área de atuação. A partir disto, constatou-se idade média de 33 anos, e diferenças nas respostas dos profissionais e estagiários em relação as atividades e objetivos propostos na praça adaptada, bem como na identificação desta como um recurso terapêutico. Todos os pesquisados qualificaram a praça como importante para instituição. Este estudo identificou que a praça adaptada é um ambiente utilizado como recurso terapêutico/pedagógico pelos sujeitos, porém, ainda é uma área inovadora para a Terapia Ocupacional, a qual busca aprimorar o desempenho ocupacional dos indivíduos. No entanto, são necessários novos estudos que possam auxiliar na fidedignidade destes resultados, e evidenciar as possibilidades de atuação do terapeuta ocupacional neste âmbito.

 

Abstract

 

An occupational therapist is a professional who studies human occupation by intervening in the performance of physical, mental, social and environmental skills of each subject in order to provide their participation in activities at home, at school and at work. The act of playing helps therapeutic treatment and it is in several contexts of children's and teenagers' lives including the context of an adapted square. Based on that, this study aims to check the professionals' and Occupational Therapy trainees' perception about the use of an adapted square as a therapeutic and recreational resource in a rehabilitation center for disabled children and teenagers. A sample with twenty subjects, both men and women, was used. Two semi-structured questionnaires were used for data collection. Both of them had the same aims but they had adapted language to each area of work. The professionals and trainees were thirty-three years old on average. There were differences in the professionals' and trainees' answers about the activities and aims proposed for the adapted square and if it really was a therapeutic resource. Every researcher agreed that the square was important to the institution. This study identified that the adapted square is a place used by the subjects as a therapeutic/teaching resource. However, it is a new area in Occupational Therapy which aims to improve the individual occupational performance. New studies are necessary to help the results of this work emphasizing the occupational therapists' work possibilities in this area.

Key words: Resource, Occupational Performance, Occupational Therapy.


Palavras-chave


Occupational performance; Resource; Occupational therapy.

Texto completo:

PDF

Referências


Soares LBT. História da Terapia Ocupacional. In: Cavalcanti, A; Galvão, C. Terapia Ocupacional: fundamentação & prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014, p. 3-9.

Associação Americana de Terapia Ocupacional. Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo. 3ªed. São Paulo. 2015. 26 (ed. esp.) p. 1-49.

Rodrigues TCL; Marcelino JFQ; Nóbrega KBG. Tecnologia assistiva na atuação terapêutica ocupacional com uma criança com doença degenerativa do sistema nervoso central. Cad. Ter. Ocup. UFSCar, São Carlos, v. 23, n. 2. 2015, p. 417-426.

Latham CAT. Funcionalidade Conceituais para a Prática. In: Latham, CAT; Radomski, MV. Terapia ocupacional para disfunções físicas. 5. ed. São Paulo: Santos, 2013, p. 3-20.

Takatori M; Bomtempo E; Benetton MJ. O Brincar e a Criança com Deficiência Física: A Construção Inicial de uma História em Terapia Ocupacional. Cad. Ter. Ocup. UFSCar, v. 9, n. 2. 2001, p. 91-105.

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito). Resolução nº 458 de 20 de novembro de 2015. Dispõe sobre o uso da Tecnologia Assistiva pelo terapeuta ocupacional e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, DF, 09 dez. 2015. Disponível em: < http://www.normaslegais.com.br/legislacao/Resolucao-coffito-458-2015.htm > Acesso em 12/09/2017.

Barros AJP; Lehfeld NAS. Pesquisa Científica. In: Barros, AJP; Lehfeld, NAS. Projeto de Pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis, RJ. Editora Vozes, 18ª ed. 2009, p. 29-35.

Flick U. Pesquisa qualitativa: por que e como fazê-la. In: Flick, U. Introdução à Pesquisa Qualitativa. Editora Artmed, 3ª ed. 2009, p. 20-38.

Gibbs G. Codificação e categorização temáticas. In: Gibbs, G. Análise de dados qualitativos. Porto Alegre: Artmed, 2009, p. 59-78.

Mendes EG. A radicalização do debate sobre a inclusão escolar no Brasil. Universidade Federal de São Carlos, Rev. Bra. De Educação, v. 11, n. 33, 2006, p. 387-405.

Catalão VML. A Redescoberta do Pertencimento à Natureza por uma Cultura da Corporeidade. UFG, v.1, n.2. 2011, p. 74-81.

Gallahue DL; Ozmun JC; Goodway JD. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: uma visão geral. In: Gallahue, DL; Ozmun, JC; Goodway, JD. Compreendendo o Desenvolvimento Motor de bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2013, p. 2-41.

Carneiro RS; Falcone E; Clark C; Prette ZD; Prette AD. Qualidade de Vida, Apoio Social e Depressão em Idosos: Relação com Habilidades Sociais. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2007, p. 229-237.

Pinto UAP. Um conceito amplo de pedagogia. Revista Múltiplas Leituras, v.1, n.1, 2008, p. 107-116.

Freitas NK. Desenvolvimento humano, organização funcional do cérebro e aprendizagem no pensamento de Luria e de Vygotsky. Ciênci. Cogn. Vol. 9. Rio de Janeiro, 2006, p. 75-91.

Ventura M. Nova Valência: Terapia Ocupacional -- Integração Sensorial. Blog Estímulopraxis, Centro de desenvolvimento infantil. 2013. Disponível em: http://www.blog.estimulopraxis.com/?p=463 Acesso em: 17 de julho de 2017.

Rogatto ARD; Pedroso L; Almeida SRM; Oberg TD. Proposta de um protocolo para reabilitação vestibular em vestibulopatias periféricas. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 23, n. 1, 2010, p. 83-91.

De Padua EMM; Magalhães LV. Terapia Ocupacional: teoria e prática. Campinas, SP: Papirus Editora, 4ª ed. 2008, p. 63-76.

Cassapian MR; Rechia S. Lazer para todos? Análise de acessibilidade de alguns parques de Curitiba, PR. Cad. Ter. Ocup. UFSCar, São Carlos, v. 22, n. 1, 2014, p. 25-38.

Laufer AM. Recomendações para projeto de brinquedos de recreação e lazer existentes em playgrounds adaptados à criança com paralisia cerebral. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) -- Departamento de Engenharia da Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001, p. 1-178.

Benetton MJ. A terapia ocupacional como instrumento nas ações de saúde mental. Tese de doutorado em Saúde Mental. Faculdade de Ciências Médicas/Unicamp, Campinas, 1994, p. 1-203.

Souza GS; Gonçalves DF; Pastre CM. Propriocepção cervical e equilíbrio: uma revisão. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.19, n.4, 2006, p. 33-40.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Revista Interinstitucional Brasileira de Terapia Ocupacional - REVISBRATO



Indexado em:

      

       

    Resultado de imagem para REDIB