CORRELAÇÃO ENTRE FLEXÃO DE COTOVELO E MÃO APÓS NEUROTIZAÇÃO DO NERVO ULNAR PARA O BÍCEPS

Autores

Palavras-chave:

plexo braquial, nervo ulnar, cotovelo, reabilitação.

Resumo

Fernando Vicente de Pontes

Maria Cândida de Miranda Luzo

Ricardo Boso Escudero

Marcelo Rosa de Rezende

A transferência de fascículo do nervo ulnar para ramo motor do musculocutâneo (Oberlin) é uma opção de tratamento para ganho da flexão do cotovelo em pacientes com lesão do plexo braquial. Contudo, o ganho da flexão do cotovelo, em alguns pacientes, vem associado a flexão de punho e dedos. O objetivo deste trabalho é avaliar a frequência dessa associação e o comprometimento funcional. Foi realizado estudo de caso-controle de 18 pacientes submetidos a cirurgia de Oberlin. No grupo 1 foram incluídos pacientes que não apresentavam dissociação da flexão do cotovelo com a dos dedos e punho, no grupo 2 aqueles em que havia dissociação. Os testes Sollerman e Disabilities of the Arm Sholder and Hand (DASH) foram utilizados na avaliação. Comitê de ética 47713615.2.0000.0068. A idade média dos pacientes foi 28,9 anos, 17 do sexo masculino. Dez (55.6%) apresentaram lesão das raízes C5-C6-C7 e oito (44,4%) C5-C6. Sete (38,89%) não dissociavam o movimento de flexão do cotovelo e de punho e dedos e onze (61,11%) conseguiram dissociar os movimentos.  Após aplicação do Sollerman, observamos que os pacientes demoraram em média 6,63 minutos no lado acometido e 3,63 no não acometido. O resultado médio foi 74,83 pontos do lado não acometido e 62,55 no acometido.  A média do DASH foi de 51,28 pontos. A associação da flexão do cotovelo, punho e dedos no grupo estudado mostrou-se frequente. Possíveis fatores podem influenciar a presença ou não da dissociação de movimento como grau de instrução do paciente e adesão ao processo de reabilitação.

Biografia do Autor

SBTM CBRM, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Terapeuta Ocupacional formado pelo Centro Universitário São Camilo - SP. Professor Assistente do Departamento de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutor e Mestre em Ciências da Saúde/Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina do ABC. Especialista em Dependências, Abusos e Compulsões. Membro do Laboratório de Estudos sobre Políticas Públicas, Território e Sociedade, e do Laboratório de Memórias, Territórios e Ocupações: rastros sensíveis, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desenvolve práticas e pesquisas em Terapia Ocupacional Social e interface cultural, sob abordagens em Desenvolvimento Local Participativo, Trabalho e Emprego, Gênero e arranjos comunitários.  Delegado Suplente do Brasil, pela Associação Brasileira de Terapia Ocupacional - ABRATO na Confederação Latina Americana de Terapia Ocupacional - CLATO, e Diretor Científico da Associação de Terapia Ocupacional do estado de São Paulo - ATOESP (gestão 2012 á 2017).

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Publicado

2017-09-05

Edição

Seção

Anais do XIV Congresso Brasileiro de Reabilitação da Mão