Cartas de comércio do século XVIII: visão documental a partir de uma edição diplomático-interpretativa

Juliana Pereira Guimarães

Resumo


O presente artigo mostra a pesquisa, em fase inicial, a qual focaliza um tipo de fonte documental não literária, tendo em vista a capitalização de conhecimento sobre o português de setecentos: a carta de mercadores, situada, em termos de taxonomia tipológica, na esfera da administração privada. Constata-se, ainda, no entanto, o campo do ignoramos no que se refere ao período. Os corpora selecionados, transcritos com rigor filológico, de acordo com os parâmetros de um projeto mais amplo, o PHPB, é uma contribuição para iluminar, pois, uma fase linguística de transição. Tenciona-se exemplificar, de forma preliminar, peculiaridades paleográficas do tempo, vigentes na compilação e contextualizadas em fatores sócio-históricos. Caracteriza-se, por fim, o rotulo “carta comercial” de acordo com suas especificidades filológicas, discursivas e textuais, bem como as categorias “mãos hábeis / mãos inábeis”, quanto ao desempenho dos missivistas, em função, também, de identidades linguísticas dos textos. 


Palavras-chave


Edição de textos antigos. Cartas pessoais. Aspectos paleográficos. Mãos inábeis. Português do Século XVIII

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DOI: https://doi.org/10.24206/lh.v5i2.25097

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